terça-feira, 21 de junho de 2016

Lua Cheia


Há muitas superstições e mitos que são associados à  Lua.

A Lua comanda as marés e está diretamente ligada a Iemanjá.
Comanda de maneira (re)conhecida os ciclos menstruais e as gravidezes...
 
Partilhamos aqui algumas ideias sobre a Lua Cheia.
Cuidado... palavra “lunática” vem diretamente da Lua... por isso, é de evitar preocupações e paranoias, que irão "inchar" com a Lua Cheia.
Atenção ao que dizes. Se queres guardar um segredo, cala-o. Tudo se vai saber e lembra-te que não há segredos debaixo da Lua Cheia. Para manteres um segredo, não o pronuncies.
A Lua Cheia é feita de prata, por isso quando olhares para a Lua Cheia, bate na tua carteira para que se encha de dinheiro.
A Lua Cheia é uma boa altura para começar um novo trabalho e finalizar um negocio que se demora a concretizar.
Durante a Lua Cheia, evita discussões, sobretudo com vizinhos, porque os efeitos dessas discussões podem perdurar durante muito tempo.
As pessoas doentes não devem encarar a Lua Cheia de frente, porque a luz da Lua irá “alimentar a doença” e retardar a cura.
Não deves dormir diretamente debaixo da Lua Cheia, pois pode causar perturbações graves ao teu corpo energético, já que é uma vibração muito forte.
A Lua Cheia, é um bom momento para resolveres problemas familiares e amorosos.
Favorável também para mostrar projetos e ideias que vens alimentando há já algum tempo.
Especialmente indicado ainda para fazer pedidos que parecem impossíveis...
Indicado para cortar o cabelo se queres ganhar mais volume.
É a melhor altura para colheita de plantas medicinais e de frutas.
Sê rigorosa na tua dieta durante a Lua Cheia, pois as calorias, aqueles bichinhos que entram no teu armário e te encolhem a roupa, estão especialmente vorazes durante a Lua Cheia.
E não te esqueças que, a Lua Cheia serve sobretudo para amar e namorar à sua Luz!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Banho de Descarrego com Espada de Ogum





Muitas vezes atuamos como imã e atraímos o pior que há nos outros...
Algumas pessoas mais sensíveis à energia podem sentir-se um pouco desgastadas e cansadas após terem estado em determinados locais ou após o convívio com determinados elementos.
Os banhos de descarrego servem para limpar o corpo astral e remover as energias negativas, limpar de vibrações de invejas e maus olhados e dar proteção.
A Espada de Ogum (Sansevieria trisfasciata) é uma planta que, na tradição Ioruba, tem o poder de afastar as más vibrações. A Espada de Ogum é uma planta muito comum que podemos encontrar espalhada por todo o lado.
Numa panela de metal, coloca 3 litros de água fria e, ainda em frio, coloca uma Folha de Ogum partida em três à qual retiraste a parte branca da raiz e a ponta bicuda. Deixa levantar fervura, baixa o lume e deixa ferver durante nove minutos. Apaga o lume e deixa arrefecer.
Prepara-te mentalmente para o banho, reflete nas coisas que queres mudar em ti e naquilo que te afeta, e escolhe limpar-te das coisas más.
Quando a àgua estiver morna coa o banho para um balde. Toma o teu banho de higiene normal e de seguida deita a água do banho da Espada de Ogum sobre ti, apenas do pescoço para baixo.
Quando despejares o banho, faz os teus pedidos de proteção e de vitória sobre as dificuldades.
Devolve as ervas à natureza, nunca no lixo, embrulhando-as num papel branco e deixando-as num local limpo da mata.








O Caminho da Àguia

A águia é um dos mais admirados pássaros. A águia tem sido fonte de inspiração para muitas sociedades. A sua capacidade para voar a grandes altitudes e caçar fascina aqueles que testemunham.
A tradição asteca conta que o Povo-do-Sol-errante encontrou um lugar onde estava uma águia num cato a comer uma cobra. Esse lugar tornou-se na Cidade do México.
Na mitologia grega, Zeus assumiu a forma de águia para controlar o trovão e o relâmpago.
Os sumérios acreditavam num Deus Águia e os Hititas usavam a Águia de Duas cabeças como um emblema de proteção.
Associada a Júpiter, foi usada para simbolizar a força e o poder no Império Romano.
Nos hieróglifos, representava a vogal A, e também o símbolo da alma, do espírito e o calor da vida. No misticismo cristão, a Águia é o símbolo da ressurreição.
Para os Índios Pueblo, a águia é um pássaro do céu com habilidade de voar em espiral ascendente, até passar através de um buraco para o lar do Sol. Os Pueblo honravam as "Seis Direções" : norte - sul - leste- oeste- zênite (cume) - nadir (ponto mais baixo). A águia era o símbolo do Zênite. Das alturas, ela pode sobrevoar todas as direções. As águias eram símbolo de visão e perceção.
Para os Hopis, as águias douradas e de cabeça branca são os maiores de todos os pássaros do céu. Alguns grupos de hopis também incluíram o Falcão de Rabo Vermelho como águia, referindo-se a ele como "Aguia Vermelha".
Existem 59 espécies de águias e cada uma é única.
Aqueles que têm uma Águia como animal de proteção, precisam olhar a vida com o distanciamento de uma daquelas que de cima do seu mundo, apenas descem para caçar e alimentarem-se. O caminho da Águia reflete a habilidade ou a necessidade de viver entre os dois mundos. Viver perto de fontes naturais de água pode ser importante para a saúde daqueles que têm a Águia como totem. Tudo no caminho da Águia reflete expansão mas traz consigo uma dose de solidão... aqueles-a-que-a-Águia protege devem aprender a trabalhar as suas próprias emoções para desfrutarem do voo a par nas alturas. Quem vive o caminho da Águia está naturalmente à vontade no universo do psiquismo e de todos os aspetos de espiritualidade.
A Águia reflete ensinamentos sobre a vida, mediando a entrada e a saída do ser, nos mais etéreos reinos. Quem procura a Verdade ou um Caminho, deve perguntar à Aguia, pois das alturas, a Águia tudo vê e tudo conhece.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lenda de Oxalá e Xango


Oxalufam, o Oxalá Velho e curvado por sua idade avançada, resolveu viajar a Oyó em visita  a Xango, seu genro e a quem queria como filho.
 
Antes de partir, foi consultar um babalaô para saber acerca da viagem. O adivinho recomendou-lhe que não fizesse a viagem. Seria melhor esperar por outra lua, a viagem tendia a ser desastrosa e acabaria mal. Mesmo assim, Oxalufam, que tinha tanto de bondade e misericórdia, como de teimosia, resolveu fazer a viagem. O adivinho aconselhou-o então a levar consigo três mudas de roupa (panos brancos) , limo-da-costa e sabão-da-costa, assim como a aceitar e fazer tudo que lhe pedissem no caminho. E sobretudo, não reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria a forma de não perder a vida.
Na sua viagem, Oxalufam encontrou Esú três vezes. Três vezes Esu Bará solicitou ajuda ao velho rei para carregar seu fardo... E, tal como tinha combinado com o babalaô, sempre Oxalá ajudou e transportou a carga. Nas três vezes, Oxalufam derrubou a carga sobre si mesmo. E por três vezes Oxalufam ficou sujo de óleo de palma, de carvão, e de caroço de dendê. Três vezes foi Oxalufam ao rio mais próximo lavar-se e trocar suas vestes.
Finalmente chegou a Oyó. Ao chegar aos arredores da cidade viu um enorme cavalo branco, perdido, que ele reconheceu como o cavalo que havia oferecido a Xango. Na sua lenta e bondosa calma, foi amansando o animal e conseguiu amarrar o animal para devolver ao seu amado genro. Mas neste momento chegaram alguns súditos do rei à procura do animal perdido. Viram um ancião que não reconheceram como Oxalufam com o cavalo e pensaram tratar-se do ladrão do animal. Maltrataram e prenderam Oxalufam. Ele, sempre calado, deixou-se levar prisioneiro.
Por haver um inocente preso, na Terra do Senhor da Justiça, a vida começou a correr mal no reino de  Xango. Oyó viveu por longos sete anos a mais profunda seca. As mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças assolaram o reino.
Xangô desesperado, procurou um babalaô que sempre lhe dizia: “faz justiça Xango, faz Justiça!!!”. E Xango decidia com Justiça e ele mesmo executava as sentenças...
Ao fim de sete anos, descobriu que um velho preso por lhe ter roubado um cavalo, não era senão outro que o Senhor Oxalufam e que este sofria injustamente, pagando por um crime que não cometera.
Xangô ordenou que trouxessem água do rio para lavar o rei. O rei de Oyó mandou seus súditos vestirem-se de branco. E que todos permanecessem em silêncio. Pois era preciso, respeitosamente, pedir perdão a Oxalufam. Xangô vestiu-se também de branco e nas suas costas carregou o velho rei e em sua homenagem fez um banquete.
Nesse banquete, Oxalá disse que há sete anos que não comia em pratos de louça nem de barro que apenas podia comer na gamela usada na prisão... Xango, imediatamente disse, que para que nunca fosse esquecida a injustiça que fizera sofrer a Oxalufam, passaria ele próprio a comer numa gamela de madeira e não voltaria a comer em louça, para que cada vez que comesse se lembrasse sempre do seu sogro e grande amigo Oxalá.
Com o Perdão de Oxalá todos os acontecimentos tristes acabaram num piscar de olhos, voltando normal prosperidade ao reino de Xango, que em homenagem a Oxalá às sextas-feiras veste branco.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Banho de Descarga

O banho é transversal a quase todas as religiões, pois a vibração da água é objetivamente benéfica para os humanos.
Na tradição africana, a água é tida como de grande poder de força e de magia.
O Banho de Descarga, como o próprio nome diz, serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, angústia, medo). Este banho pode ser utilizado por qualquer pessoa e pode ser aplicado a qualquer pessoa.
O banho de descarga, mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência é o sal grosso que “absorve” muito bem os átomos carregados de vibrações negativas. Este banho é extremamente eficiente, já que a água em união com o sal “lava” toda a aura. A preparação deste banho é muito simples, bastando, após um banho normal, deitar sobre o corpo uma mistura de água salgada. Esta água obtém-se numa panela com um punhado de sal grosso em água a ferver. Depois, é só esperar que a água fique morna ou fria. Este banho, tal como os outros banhos de descarrego, deve ser feito do pescoço para baixo.
O banho de sal não deve ser realizado de maneira intensiva (todos os dias ou uma vez por semana, por exemplo), pois retira a energia do indivíduo deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar no lugar da água e sal grosso. Neste caso, é preferível tomar o banho diretamente no mar.
Quando feito com utilização de plantas, o banho de descarrego, as ervas ou plantas devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas. No entanto, e uma vez que nem sempre é possível, podem ser compradas as plantas já secas... nesse caso, se forem compradas secas, irás obter o mesmo efeito... menos potenciado, do que colhidas frescas na Natureza....
O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência com sabão da costa, sabão neutro ou sabão de coco.
Os banhos de descarga, devem ser realizados suavemente, com o pensamento focado em emoções puras de limpeza e renovação espiritual.
Um outro tipo de banho de descarga e harmonização, é o Banho Natural, ou Banho na Natureza. Estes banhos são excelentes pois permitem-nos receber em pleno a vibração da Natureza. São exemplo disso, os banhos de cascata, de mar, de água da fonte, de chuva, de rio, etc.
São banhos que realizamos em locais de vibração da natureza, onde as energias são abundantes. Neste caso, não precisamos de nos preocupar em não molhar a cabeça, a única preocupação é termos de encontrar lugares não poluídos, o que infelizmente são cada vez menos.
Entre os Banhos na Natureza, temos que destacar o Banho de Chuva que é uma lavagem do corpo e limpeza espiritual de grande força, deve ser feito num local resguardado, de preferência numa clareira no meio da mata e deve ser tomado com o corpo totalmente nu. Após o banho, sem secar, deve ser vestida roupa seca, e a pessoa deve sair do local e não voltar ao mesmo sitio durante pelo menos um ano.
O Banho de Mar, é também muito bom para descarrego e energização. Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença à Mãe Iemanjá e que nos limpe e purifique. No final, um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de energias positivas. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol. :-)
Diferente do banho de sal grosso, que descarrega energias positivas e negativas, o banho de mar limpa a nossa aura e implanta energias positivas.
O Banho de Rio tem também um forte impacto, sobretudo reequilibrando energias de emoções e repondo vibrações de amor e abundância. Se for tomado ao nascer do dia, constitui um ato de magia fortíssima.
Da mesma forma, o Banho de Cascata... que deve ser feito nas primeiras horas de sol...
O Banho na Fonte, utilizando um cântaro ou uma caneca de loiça (evita o metal), é também um forte banho de limpeza e descarrego e pode ser feito após o pôr do sol ou antes do sol nascer... É um forte agente libertador de obsessores
Por isso, agora que a chuva vai caindo fora de época, em vez de reclamares que está a chover, aproveita, vai para o mato e toma um banho...

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Quem é Oxalá?

Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e dos Homem enquanto espécie.
A sua saudação é ÈPA BÀBÁ!
Oxalá é considerado e cultuado como o respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o Pai Maior no Cadomblé. É calmo, sereno e pacificador. Na sua qualidade de criador é respeitado por todos os Orixás. A Oxalá pertencem os olhos que veem e o ar que todos respiramos. Vive nas altas montanhas geladas e têm uma vibração de calma e paz que nos remete às grandes altitudes.
Apresenta-se de duas maneiras: Oxalá Jovem chamado Oxaguiã e Oxalá Ancião, chamado Oxalufã.
Os símbolos de Oxaguiã são uma espada e um escudo; o símbolo de Oxalufã é um cajado.
A cor de Oxaguiã é o branco levemente tocado com azul-claro; a de Oxalufã é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira.
Umas das características dos filhos de Oxalá é marcar naturalmente sua presença por onde passam pois tem a aura de autoridade e poder do Pai da Paz. Brilham com facilidade em qualquer ambiente, tanto pelo porte sempre altivo como pelo dom da palavra, que geralmente está associado a este Orixá. Os filhos de Oxalá geralmente são cuidadosos e generosos, e um pouco perfeccionistas e detalhistas ao extremo. Geralmente o filho de Oxalá é alegre, gosta profundamente da vida, é falador e quando à vontade é brincalhão. Simultaneamente é idealista, defendendo sempre os injustiçados, os fracos e os oprimidos.
Vemos muitos vezes os filhos de Oxalá em ongs e projetos de assistência social. Na sua qualidade de Oxaguã, não deixa de ser orgulhoso, como todos os guerreiros, procurando a gloria no apoio aos mais desfavorecidos. Os filhos de Oxaguã, são normalmente curiosos, dados a liberdade em todos os sentidos, apreciam o amor livre e detestam ser mandados. Podem se tornar pais excelentes e mães muito amorosas. Dedicam-se com carinho e ternura às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e gostam da companhia delas.
Relacionam-se com facilidade com os filhos de outros Orixás, mas demoram a estabelecer confiança em alguém, mas quando se torna amigo, é um grande companheiro. São, também, pessoas de grande capacidade de liderança, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades ou no ambiente de trabalho.
Os filhos de Oxalá são pessoas calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. São seres humanos dedicados e esforçados, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza, harmonia e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados, caso contrário, não há diálogo possível.
Porque Oxalá é o Pai do Perdão, filhos de Oxalá perdoam facilmente, sabem ver que sentimentos negativos só atrasam. São calmos e dóceis, na maioria das vezes, andam com a postura reta, que representa sua natural elegância. Tem gostos caros e apreciam especialmente um bom vinho. Nunca a sexta-feira, que é o de Oxalá.
Na sexta-feira, quase todos os praticantes de Cadomblé, vestem branco e abstêm-se de beber álcool e carnes vermelhas, por Respeito a Oxalá.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Caminho do Urso

O Caminho do Urso é um caminho de conhecimento e de comunhão com a Terra-Mãe.
A força do urso ajuda-nos a mergulhar dentro de nós mesmos e a fazer viagens interiores necessárias para irmos ao encontro do mais secreto eu.
A intuição do “saber sem pensar" é a dádiva do urso.
Quem tem o urso como animal de poder não costuma tomar decisões repentinas. Pensa e reflete, dorme e depois decide aquilo que a intuição lhe dita. É um guerreiro feroz, especialmente quando protege as suas crias. Parecem ser desajeitados e lentos, mas podem ter a velocidade da luz quando ameaçados.
O Urso é um dos mais antigos seres totêmicos de que se tem registo. As antigas lendas xamânicas falam de um tempo em que as pessoas dividiam as cavernas com os seus parentes Ursos. O Urso assume o arquétipo do animal protetor no Xamanismo. Como Animal de Poder, leva-nos a sentir em cada célula do nosso corpo a batida do coração da Terra-Mãe.
Criatura de contrastes - possui uma força enorme e ainda assim adora frutas e mel - a energia do urso é a energia que procura a verdade mais profunda e, com a descoberta desta verdade, a doçura que vem com o saber de quem realmente somos.
O urso hiberna, digerindo as experiências em comunhão com a Terra-Mãe, depois renasce na primavera.
O urso armazena os ensinamentos dos sonhos até que o sonhador acorda para eles. Quem tem Urso como animal totémico, percebe o que quer dizer “um sono reparador”.
Na sua variante de urso branco, às suas caraterísticas gerais, é preciso acrescentar a sua acutilante visão e profunda intuição.
Se precisas de tomar uma decisão na tua vida ou queres respostas a perguntas, evoca o Urso e dorme.. No sonho virá a resposta.