terça-feira, 5 de abril de 2016

Quem é Ogum?



Ogum é, na mitologia ioruba, o senhor do ferro, da guerra, da agricultura e da tecnologia.

Ogum forjava as suas próprias ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra.

Em África, o seu culto é restrito apenas aos homens e praticado na Nigéria, nas cidades de Ondo, Ekiti e Oyo. Conta a lenda que, Ogum era o filho mais velho de Oduduwa, o fundador de Ifé.

Ogum é considerado o primeiro orixá a descer do Orun (o céu) para o Aiye (a Terra) após a criação, um dos seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra". Ogum foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos iorubas da África Ocidental.

É também chamado de Ògún, Ogoun, Gu, Ogun e Oggún.

Orixá importantíssimo na África e no Brasil, foi Ogum quem ensinou aos homens a forjar os metais. Ogum tem sempre consigo sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda os homens a vencer a natureza.

Conta a lenda que, Ogum era um guerreiro que lutou sem cessar contra os reinos vizinhos.

Ogum é o arquétipo das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. É a vibração que anima aqueles que perseguem energicamente os seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Ogum permite o triunfo nos momentos difíceis, porque a natureza deste Orixa é a vitória.

Os filhos e filhas de Ogum são pessoas fortes, que lutam na vida, são pessoas guerreiras que não descansam por nada, sempre ativas, combatem tudo. São verdadeiramente trabalhadores. São pessoas corajosas, sem medo de se arriscar. São sérias e perseverantes. Possuem um humor mutável, passando de acessos de raiva furiosos ao mais tranquilo dos comportamentos. É o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

Ogum é dono dos montes e das matas junto com Oxossi e dos caminhos junto com Exú, seu irmão inseparável. Representa o lobo solitário que vagueia pelos caminhos. É um dos quatro orixás guerreiros juntamente com Exu, Oxossi, e Xangô.

As cores de Ogum são o verde e o vermelho.

O Caminho da Coruja

Noturnas, voam silenciosamente e caçam sua presa sem que esta se aperceba. Sua audição é muito apurada. A coruja representa sempre o conhecimento.
A visão. A capacidade de se orientar no escuro.  Por se um animal noturno assiste as coisas que todos os que vivem de dia não conhecem. A coruja é alguém que guarda segredos.
Aqueles que têm como animal totémico a coruja podem recorrer a ela para pedir discernimento e intuição. A coruja traz sabedoria, por isso, aqueles que voam com a coruja abrir-lhes os caminhos podem avançar ouvindo apenas a sua intuição e deixando o conhecimento oculto e irracional guia-los. Por isso os filhotes da coruja devem procurar ser mais espontâneos... não precisam de racionalizar tanto... e como racionalizam.
As corujas são sábias e mensageiras, algumas vezes portadoras de notícias de morte, mas isso não é mais do que a confirmação da seu profundo relacionamento com o oculto, pois poucos são aqueles que se relacionam com a morte e trazem recados do outro lado...A Coruja como animal xamânico é tão forte que não deveria ser misturada com outras energias, sobretudo se for a Coruja das Neves, ou Coruja Branca... Aqui, o seu papel de concelheira é de todos os mais marcados... Às corujas pode pedir-se proteção e concelhos sábios sobre questões de vida ou de morte, sobre paz, sobre o lar e sobre a saúde. A magia da coruja, sempre secreta está ligada ao poder da Lua e aos conhecimentos do Sagrado Feminino. A Coruja pode ajudar sobre o momento de ter ou não ter filhos... Exceto a Coruja Branca que ajuda nos partos e nos nascimentos. A Coruja Branca não ajuda no controle de natalidade. Quem tem duvidas e perguntas que atormentam e que precisam de ser respondidas, pergunte à coruja.Quem sobre de insónias, peça a coruja para ajudar a descansar...

terça-feira, 1 de março de 2016

Quem é o Padrinho Zé dos Anjos, ou o Zé Pilintra das Almas?

José dos Anjos, Zé dos Anjos, Zé Pilintra ou para os seus devotos, simplesmente Padrinho.
Zé dos Anjos, tanto na umbanda como no catimbó, é tido como protetor dos humildes e das classes menos favorecidas em geral, tendo ganho o apelido de "Advogado dos Pobres".
Considerado o espírito patrono dos bordeis, bares, locais de jogo e de vícios, é uma espécie de transcrição arquetípica do "malandro". Zé dos Anjos, ou Zé Pilintra das Almas, rege toda uma linha de entidades designadas como "malandragem", gente que enquanto encarnada, sofreu o estigma da marginalidade e da marginalização. Entidades que vêm ajudar no amor, nas questões legais, na saúde e situações complicadas com a lei, nos negócios (mesmo nos negócios menos legais) e nos encontros....
Historicamente terá nascido no interior do estado do Alagoas por volta de 1870. Fugindo com o resto da família da terrível Seca, chegou ao Recife e ficou órfão com a idade de três anos. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. A sua estatura alta e forte granjeou o respeito dos circunstantes. Por volta dos 20 anos terá viajado para Salvador onde viveu e mais tarde para o Rio de Janeiro onde se fixou no Bairro da Lapa. Zé Pelintra foi o mais reconhecido malandro daquele bairro boémio carioca. Viveu entre amantes, brigas e rodas de samba e capoeira. A sua morte foi um mistério: aos 41 anos foi encontrado morto sem nenhum vestígio de ferimento.
Para mim é o meu Padrinho, confidente, protetor e  grande amigo.
Quando o Padrinho desce nas rodas, bebemos juntos e falamos da vida.
Conhece como ninguém os mistérios dos corações
Salve a Malandragem.
Salve o Padrinho Zé dos Anjos
Salve a Baía
humanos, e topa à distancia os "malandros" desta vida, é que corta com a sua navalha as armadilhas que nos fazem e quem com o seu passo de dança distraia aqueles que nos vigiam.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Quem é Oiá?


Na Mitologia Yoruba, o Orixá Oyá, é uma divindade relacionada com o elemento ar, sendo a divindade que controla os ventos. É conhecida também como Iansã.
Na natureza, domina os quatro ventos. Representa a reencarnação dos antepassados, a falta de memória e o sentimento de pesar nas mulheres. É também o Orixá do rio Níger, também chamado Oya.
Iansã (Oyá) está diretamente relacionada com as tempestades, ventos fortes, furacões e raios. Simboliza o violento e impetuoso. Vive na porta dos cemitérios. Representa a intensidade do sentimento, o sombrio e o mundo dos mortos.
Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. A Deusa Oyá está relacionada com o culto dos mortos. Conta a lenda que recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los e conduzi-los. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de abano especial para enxotar moscas, feito de pelos de búfalo, chamado de Eruexim com o qual conduz os espíritos dos desencarnados. Oyá é uma deusa guerreira, por isso tem um temperamento que muitos consideram agressivo.
Iansã quer dizer “A mãe do céu rosado” ou “A mãe do entardecer”. Os Yorubas costumam saudá-la antes das tempestades pedindo clemência e que apazigue Xangô, o Orixá dos trovões, raios e tempestades.
É saudada com o seu grito (ilá) “Ehpá Hey” e tem o título de "Iya mesan lorun", referente à incumbência recebida como guia dos mortos.
As suas filhas são mulheres sensuais e ousadas, dizem o que pensam e sofrem as consequências sem baixar a cabeça. São mulheres que batalham, trabalham incansavelmente, são guerreirass e não desistem nunca.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hamsá ou Mão de Fátima

A palavra manifestação (do hebreu iad) significa poder. Deriva da palavra "mão", ou seja, aquilo que se pode alcançar. Símbolo da ação, a mão representa poder e domínio; a esquerda é associada ao feminino e à justiça, enquanto que a direita está relacionada com o masculino e o rigor.

A hamsá é popular entre os judeus, especialmente os sefarditas. Os judeus inscrevem textos em hebraico, como a Shemá Israel, nas chamsás e também as chamam de mão de Miriam. Miriam, no caso, foi a irmã de Moisés e Aarão. O símbolo também é associado ao Torá, que é composto por cinco livros.

Existem evidências arqueológicas do uso da hamsá como um escudo contra o mau-olhado já antes do Judaísmo e do Islão. Há indícios de que a hamsá seria um símbolo fenício, associado a Tanit, deusa-chefe de Cartago cuja mão ou vulva afastava o mal.

Posteriormente, o símbolo foi adotado pela cultura árabe. Também aparece no Budismo; é chamada de Abhaya Mudra e possui uma conotação semelhante, significando a dissipação do medo.

Crê-se que a Hamsá é dotada de propriedades mágicas, entre as quais, afastar o mau olhado e proteger contra todo o tipo de infortúnio. Podemos observar que, muitas pessoas usam a Mão de Fátima como adorno, pendurado no pescoço (especialmente as mulheres). Também é comum usá-la na porta de entrada da casa onde se mora. Talismã de boa sorte, podes usar onde quiseres, por exemplo: na carteira, no carro - para evitar acidentes e assaltos, ou num berço - para afastar a inveja.

Fátima (614-632) era a filha mais nova do profeta Maomé e de sua esposa Cadija. Nasceu em Meca e foi a única filha a lhe dar herdeiros, assegurando a descendência do profeta, fato importante para os muçulmanos; além disso, cuidou do pai até à sua morte.

A hamsá (árabe: خمسة, chamsa – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão) é um talismã com a aparência da palma da mão com cinco dedos estendidos, usado por praticantes do Judaísmo e do Islão como um amuleto contra o mau-olhado. Também é conhecida pelos nomes chamsá, mão de Deus, mão de Fátima, olho de Fátima, mão de Míriam ou mão de Hamesh.

Uma mão simétrica, cujo polegar e o mindinho são idênticos e apontam para os lados e para o horizonte e o dedo médio é o eixo de simetria. Há também hamsás com forma de pombas semelhantes a uma mão. Ela pode aparecer também como uma mão normal, com um polegar distinto do mindinho.

Frequentemente, possui o desenho de olhos, com pombos, peixes e estrelas de Davi para fortalecer o seu simbolismo. Em certas hamsás existem inscrições em hebraico, como a Shemá Israel, por exemplo.

A hamsá é usada como amuleto contra o mau-olhado. É muito popular no Médio Oriente, especialmente no Egito. A mão pode ser encontrada em diversas formas, desde joias até azulejos e porta-chaves.

Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, a hamsá é facilmente encontrada entre seguidores do Islão. Os muçulmanos associam-na aos cinco pilares do Islão e também a chamam de mão de Fátima, sendo Fátima a filha preferida de Maomé. A hamsá aparece, junto com outros símbolos islâmicos, como o emblema da Algéria.

Atualmente, defensores da paz no Médio Oriente têm usado a chamsá. O símbolo lembraria as raízes comuns do judaísmo e do islamismo. Neste caso, não seria mais um talismã contra o mau-olhado, mas um símbolo de esperança de paz na conturbada região.







sábado, 23 de janeiro de 2016

Quem é Iemanja?


Olodo Ya Iemanjá| Mãe Iemanjá. Mãe. Mãezona. Mãezinha. No ioruba “Yèyé omo ejá” quer dizer, “mãezinha dos peixes”. Porventura a mais cultuada de todas as Deusas Africanas é a divindade das águas salgadas. Dona dos mares e dos estuários. Mãe d'água, Rainha do Mar, no Brasil é conhecida popularmente como Dona Janaína.
Na mitologia ioruba é filha de Olokun, que são as águas profundas dos Oceanos. Soberana dos mares, está associada ao papel primordial na criação. É considerada Mãe de todos os Orixás e representa o papel na gênese da vida. Progenitora feminina, é ela que nos faz nascer, divindade que é maternidade universal, a Mãe do Mundo. Dona de “todas as cabeças”, somos todos de uma maneira ou de outra, “filhos de Iemanja”. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que ampara a cabeça dos bebés no momento do nascimento.
Iemanjá é a mãe dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. É ela que rege os nossos lares e as nossas casas. É ela quem protege as famílias e as pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ama e vive para a familia e para os seus filhos. É a Ela que devem recorrer aqueles que temem que as famílias se desfaçam. Como mãe de todos os Orixás, a ela também pertence a fecundidade.
Porque Iemanjá encarna a Maternidade e a Criação, os filhos de Iemanjá têm normalmente um porte muito maternal. Transmitem a todos uma sensação de confiança e de proteção. Os filhos e Iemanjá têm sempre os braços abertos para acolher todos aqueles que chegam. A porta de sua casa está sempre aberta para todos... O carinho com que tratam todos é proporcional à sua disponibilidade... E, talvez por isso, tenham uma certa tendência para “controlar” os outros... Encarnam o tipo “grande mãe” como aquela mulher carinhosa e um bocadinho autoritária, que junta à sua volta os seus filhos com os filhos dos outros que são tratados como filhos... Os homens filhos de Iemanjá carregam o mesmo temperamento: são protetores.
Geralmente, são calmos e tranquilos, exceto quando sentem que os seus filhos ou protegidos estão a ser ameaçados. São pessoas discretas e normalmente com bom gosto. O maior defeito dos filhos de Iemanjá é os ciúmes. São extremamente ciumentos com tudo o que é seu, principalmente dos seus “filhos”, amigos ou protegidos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação nas suas casas.
A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para atividades a longo prazo. Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Iemanjá não tolera mentira e a traição. Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a incondicionalmente.
Os filhos de Iemanjá têm a qualidade magnífica de ter uma capacidade inesgotável de perdoar as falhas humanas... Mas não perdoam quem maltrate uma criança.
No Candomblé nagô, celebramos o dia da Mãe Grande Iemanjá no dia 8 de dezembro.
A cor de Iemanjá é o Azul claro, Azul mar. O seu dia é o Sábado.

O Caminho do Unicórnio


Símbolo de pureza, esperança e amor. Enquanto animal de poder, traz consigo majestade, honestidade e liberdade. As quatro patas e o corpo de cavalo dão-lhe a estabilidade e o porte dos escolhidos pelos deuses. O único corno aponta ao céu como uma antena e essa carateristica de “comunicação transcendente” marca aqueles que são protegidos e percorrem o caminho do unicórnio. É um ser selvagem, animal indomável e, conta a lenda que, apenas uma virgem pode domesticar e montar o Unicórnio, deixando-o dócil e apaixonado.
O caminho do Unicórnio é um caminho de longas viagens mas de pausas e descanso em lugares secretos. O Unicórnio pode ser evocado para quem procura refúgio e retiro das agressões dos “predadores”. O Unicórnio leva-nos a escutar os silêncios solitários necessários à tomada de decisão. É um caminho de longevidade, pois a duração e permanência do Unicórnio na Terra é muito maior do que a dos mortais. Está ligado à sensibilidade artística, não enquanto criador, mas enquanto esteta e “consumidor” do belo. O Unicórnio é a integração divina com o grande espírito do céu e da terra. Abre o portal do arco-íris, para que todos possam, através das tintas e das cores, expressar o amor. Pode e deve ser evocado sempre que a dureza da realidade roubar a esperança e a capacidade de sonhar...