terça-feira, 1 de março de 2016

Quem é o Padrinho Zé dos Anjos, ou o Zé Pilintra das Almas?

José dos Anjos, Zé dos Anjos, Zé Pilintra ou para os seus devotos, simplesmente Padrinho.
Zé dos Anjos, tanto na umbanda como no catimbó, é tido como protetor dos humildes e das classes menos favorecidas em geral, tendo ganho o apelido de "Advogado dos Pobres".
Considerado o espírito patrono dos bordeis, bares, locais de jogo e de vícios, é uma espécie de transcrição arquetípica do "malandro". Zé dos Anjos, ou Zé Pilintra das Almas, rege toda uma linha de entidades designadas como "malandragem", gente que enquanto encarnada, sofreu o estigma da marginalidade e da marginalização. Entidades que vêm ajudar no amor, nas questões legais, na saúde e situações complicadas com a lei, nos negócios (mesmo nos negócios menos legais) e nos encontros....
Historicamente terá nascido no interior do estado do Alagoas por volta de 1870. Fugindo com o resto da família da terrível Seca, chegou ao Recife e ficou órfão com a idade de três anos. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. A sua estatura alta e forte granjeou o respeito dos circunstantes. Por volta dos 20 anos terá viajado para Salvador onde viveu e mais tarde para o Rio de Janeiro onde se fixou no Bairro da Lapa. Zé Pelintra foi o mais reconhecido malandro daquele bairro boémio carioca. Viveu entre amantes, brigas e rodas de samba e capoeira. A sua morte foi um mistério: aos 41 anos foi encontrado morto sem nenhum vestígio de ferimento.
Para mim é o meu Padrinho, confidente, protetor e  grande amigo.
Quando o Padrinho desce nas rodas, bebemos juntos e falamos da vida.
Conhece como ninguém os mistérios dos corações
Salve a Malandragem.
Salve o Padrinho Zé dos Anjos
Salve a Baía
humanos, e topa à distancia os "malandros" desta vida, é que corta com a sua navalha as armadilhas que nos fazem e quem com o seu passo de dança distraia aqueles que nos vigiam.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Quem é Oiá?


Na Mitologia Yoruba, o Orixá Oyá, é uma divindade relacionada com o elemento ar, sendo a divindade que controla os ventos. É conhecida também como Iansã.
Na natureza, domina os quatro ventos. Representa a reencarnação dos antepassados, a falta de memória e o sentimento de pesar nas mulheres. É também o Orixá do rio Níger, também chamado Oya.
Iansã (Oyá) está diretamente relacionada com as tempestades, ventos fortes, furacões e raios. Simboliza o violento e impetuoso. Vive na porta dos cemitérios. Representa a intensidade do sentimento, o sombrio e o mundo dos mortos.
Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. A Deusa Oyá está relacionada com o culto dos mortos. Conta a lenda que recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los e conduzi-los. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de abano especial para enxotar moscas, feito de pelos de búfalo, chamado de Eruexim com o qual conduz os espíritos dos desencarnados. Oyá é uma deusa guerreira, por isso tem um temperamento que muitos consideram agressivo.
Iansã quer dizer “A mãe do céu rosado” ou “A mãe do entardecer”. Os Yorubas costumam saudá-la antes das tempestades pedindo clemência e que apazigue Xangô, o Orixá dos trovões, raios e tempestades.
É saudada com o seu grito (ilá) “Ehpá Hey” e tem o título de "Iya mesan lorun", referente à incumbência recebida como guia dos mortos.
As suas filhas são mulheres sensuais e ousadas, dizem o que pensam e sofrem as consequências sem baixar a cabeça. São mulheres que batalham, trabalham incansavelmente, são guerreirass e não desistem nunca.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hamsá ou Mão de Fátima

A palavra manifestação (do hebreu iad) significa poder. Deriva da palavra "mão", ou seja, aquilo que se pode alcançar. Símbolo da ação, a mão representa poder e domínio; a esquerda é associada ao feminino e à justiça, enquanto que a direita está relacionada com o masculino e o rigor.

A hamsá é popular entre os judeus, especialmente os sefarditas. Os judeus inscrevem textos em hebraico, como a Shemá Israel, nas chamsás e também as chamam de mão de Miriam. Miriam, no caso, foi a irmã de Moisés e Aarão. O símbolo também é associado ao Torá, que é composto por cinco livros.

Existem evidências arqueológicas do uso da hamsá como um escudo contra o mau-olhado já antes do Judaísmo e do Islão. Há indícios de que a hamsá seria um símbolo fenício, associado a Tanit, deusa-chefe de Cartago cuja mão ou vulva afastava o mal.

Posteriormente, o símbolo foi adotado pela cultura árabe. Também aparece no Budismo; é chamada de Abhaya Mudra e possui uma conotação semelhante, significando a dissipação do medo.

Crê-se que a Hamsá é dotada de propriedades mágicas, entre as quais, afastar o mau olhado e proteger contra todo o tipo de infortúnio. Podemos observar que, muitas pessoas usam a Mão de Fátima como adorno, pendurado no pescoço (especialmente as mulheres). Também é comum usá-la na porta de entrada da casa onde se mora. Talismã de boa sorte, podes usar onde quiseres, por exemplo: na carteira, no carro - para evitar acidentes e assaltos, ou num berço - para afastar a inveja.

Fátima (614-632) era a filha mais nova do profeta Maomé e de sua esposa Cadija. Nasceu em Meca e foi a única filha a lhe dar herdeiros, assegurando a descendência do profeta, fato importante para os muçulmanos; além disso, cuidou do pai até à sua morte.

A hamsá (árabe: خمسة, chamsa – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão) é um talismã com a aparência da palma da mão com cinco dedos estendidos, usado por praticantes do Judaísmo e do Islão como um amuleto contra o mau-olhado. Também é conhecida pelos nomes chamsá, mão de Deus, mão de Fátima, olho de Fátima, mão de Míriam ou mão de Hamesh.

Uma mão simétrica, cujo polegar e o mindinho são idênticos e apontam para os lados e para o horizonte e o dedo médio é o eixo de simetria. Há também hamsás com forma de pombas semelhantes a uma mão. Ela pode aparecer também como uma mão normal, com um polegar distinto do mindinho.

Frequentemente, possui o desenho de olhos, com pombos, peixes e estrelas de Davi para fortalecer o seu simbolismo. Em certas hamsás existem inscrições em hebraico, como a Shemá Israel, por exemplo.

A hamsá é usada como amuleto contra o mau-olhado. É muito popular no Médio Oriente, especialmente no Egito. A mão pode ser encontrada em diversas formas, desde joias até azulejos e porta-chaves.

Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, a hamsá é facilmente encontrada entre seguidores do Islão. Os muçulmanos associam-na aos cinco pilares do Islão e também a chamam de mão de Fátima, sendo Fátima a filha preferida de Maomé. A hamsá aparece, junto com outros símbolos islâmicos, como o emblema da Algéria.

Atualmente, defensores da paz no Médio Oriente têm usado a chamsá. O símbolo lembraria as raízes comuns do judaísmo e do islamismo. Neste caso, não seria mais um talismã contra o mau-olhado, mas um símbolo de esperança de paz na conturbada região.







sábado, 23 de janeiro de 2016

Quem é Iemanja?


Olodo Ya Iemanjá| Mãe Iemanjá. Mãe. Mãezona. Mãezinha. No ioruba “Yèyé omo ejá” quer dizer, “mãezinha dos peixes”. Porventura a mais cultuada de todas as Deusas Africanas é a divindade das águas salgadas. Dona dos mares e dos estuários. Mãe d'água, Rainha do Mar, no Brasil é conhecida popularmente como Dona Janaína.
Na mitologia ioruba é filha de Olokun, que são as águas profundas dos Oceanos. Soberana dos mares, está associada ao papel primordial na criação. É considerada Mãe de todos os Orixás e representa o papel na gênese da vida. Progenitora feminina, é ela que nos faz nascer, divindade que é maternidade universal, a Mãe do Mundo. Dona de “todas as cabeças”, somos todos de uma maneira ou de outra, “filhos de Iemanja”. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que ampara a cabeça dos bebés no momento do nascimento.
Iemanjá é a mãe dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. É ela que rege os nossos lares e as nossas casas. É ela quem protege as famílias e as pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ama e vive para a familia e para os seus filhos. É a Ela que devem recorrer aqueles que temem que as famílias se desfaçam. Como mãe de todos os Orixás, a ela também pertence a fecundidade.
Porque Iemanjá encarna a Maternidade e a Criação, os filhos de Iemanjá têm normalmente um porte muito maternal. Transmitem a todos uma sensação de confiança e de proteção. Os filhos e Iemanjá têm sempre os braços abertos para acolher todos aqueles que chegam. A porta de sua casa está sempre aberta para todos... O carinho com que tratam todos é proporcional à sua disponibilidade... E, talvez por isso, tenham uma certa tendência para “controlar” os outros... Encarnam o tipo “grande mãe” como aquela mulher carinhosa e um bocadinho autoritária, que junta à sua volta os seus filhos com os filhos dos outros que são tratados como filhos... Os homens filhos de Iemanjá carregam o mesmo temperamento: são protetores.
Geralmente, são calmos e tranquilos, exceto quando sentem que os seus filhos ou protegidos estão a ser ameaçados. São pessoas discretas e normalmente com bom gosto. O maior defeito dos filhos de Iemanjá é os ciúmes. São extremamente ciumentos com tudo o que é seu, principalmente dos seus “filhos”, amigos ou protegidos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação nas suas casas.
A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para atividades a longo prazo. Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Iemanjá não tolera mentira e a traição. Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a incondicionalmente.
Os filhos de Iemanjá têm a qualidade magnífica de ter uma capacidade inesgotável de perdoar as falhas humanas... Mas não perdoam quem maltrate uma criança.
No Candomblé nagô, celebramos o dia da Mãe Grande Iemanjá no dia 8 de dezembro.
A cor de Iemanjá é o Azul claro, Azul mar. O seu dia é o Sábado.

O Caminho do Unicórnio


Símbolo de pureza, esperança e amor. Enquanto animal de poder, traz consigo majestade, honestidade e liberdade. As quatro patas e o corpo de cavalo dão-lhe a estabilidade e o porte dos escolhidos pelos deuses. O único corno aponta ao céu como uma antena e essa carateristica de “comunicação transcendente” marca aqueles que são protegidos e percorrem o caminho do unicórnio. É um ser selvagem, animal indomável e, conta a lenda que, apenas uma virgem pode domesticar e montar o Unicórnio, deixando-o dócil e apaixonado.
O caminho do Unicórnio é um caminho de longas viagens mas de pausas e descanso em lugares secretos. O Unicórnio pode ser evocado para quem procura refúgio e retiro das agressões dos “predadores”. O Unicórnio leva-nos a escutar os silêncios solitários necessários à tomada de decisão. É um caminho de longevidade, pois a duração e permanência do Unicórnio na Terra é muito maior do que a dos mortais. Está ligado à sensibilidade artística, não enquanto criador, mas enquanto esteta e “consumidor” do belo. O Unicórnio é a integração divina com o grande espírito do céu e da terra. Abre o portal do arco-íris, para que todos possam, através das tintas e das cores, expressar o amor. Pode e deve ser evocado sempre que a dureza da realidade roubar a esperança e a capacidade de sonhar...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Caminho da Raposa

O Caminho da Raposa é o caminho da astucia e da sutileza. A sensibilidade é aguçada e a mente bastante intuitiva. A raposa pode ser evocada para sua harmonização com a natureza. Para reagir rapidamente a situações que apareçam e sobretudo sempre que for preciso agir com astucia e definir estratégias. Inteligência, astúcia e rapidez nos pensamentos e ações.
A Raposa tem o dom de se camuflar em qualquer estação. Os seguem o caminho da Raposa recebem dela a energia que pode torná-los invisível como o vento, sendo capaz de transportar-se de um lugar para o outro em qualquer situação. A raposa pode ser chamada sempre que precisarmos de nos manter silenciosos e passar despercebidos. A raposa sabe aprender simplesmente a observar os outros.
O Caminho da raposa ensina a livrares do tédio e da inércia, quando isto acontece, olha para dentro de ti e procura a Raposa que te devolverá a alegria de viver plenamente. Quando o teu sucesso, fica visível para os outros atrais o ciúme e a inveja... é altura para evocares a raposa e “desapareceres” da visão dos invejosos...
A Raposa é um animal de grande proteçao. Evoca-a sempre que te sentires acossada!

Quem é Oxum?

A mais coquete das Deusas do panteão Ioruba, Oxum é um Orixá feminino que rege e vive nas águas doces. Comanda o curso dos rios e cascatas. É o Orixá da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. O seu nome deriva do rio Osùn, que corre na Nigéria, na região Ijexá e Ijebu.

Através de Oxum, os que sofrem do mal de amar, procuram a solução dos problemas do coração, uma vez que ela é a responsável pelas uniões entre casais. Também na vida financeira, se pede ajuda a Oxum pois é ela a “Senhora do Ouro” e a “Senhora do Cobre”, que era o metal utilizado para fazer moedas.

Na mitologia ioruba, Oxum é  filha de Iemanjá e Oxalá. O Festival de Oxum é realizado anualmente na cidade de Osogbo, na Nigéria. O Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontra o Templo de Oxum, é patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura desde 2005.

Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas quedas de água e, mais raramente, nas fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, caraterística que se transfere aos seus filhos, identificados por chorarem com facilidade.
No Haiti, Oxum é o Orixá do amor, do dinheiro e da felicidade. Também conhecida como Erzile ou Erzulie, Erzulie ou Freda.
Na Santería cubana, é chamada Ochún. O sincretismo deste Orixá na ilha de Fidel é com “Nossa Senhora da Caridade do Cobre” a padroeira de Cuba.
 
Oxum, gosta de mel, flores, panos amarelos, joias e perfumes. Aceita presentes dados com amor e fé.
Os filhos e filhas de Oxum, são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões. Há também um certa tendência para a autocontemplação e vaidade. Adoram o luxo, a vida social e são, na generalidade, pessoas muito românticas. Geralmente, dão muita importância à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocar com o "socialmente aceite", preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. Apesar destas caraterísticas de consenso, os filhos e filhas de Oxum são sempre pessoas obstinadas na luta pelos seus objetivos. Na realidade os filhos de Oxum, não nunca esquecem o seu propósito atrás da sua imagem doce escondem uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, da vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos. Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de joias, perfumes, roupas vistosas e de tudo o que é bom e caro.
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás (mães-de-santo) da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.

Para a nação Nagô o dia de Oxum é a Quinta-feira e a sua saudação é: Ora Ié Ié!