quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Quem é Oiá?


Na Mitologia Yoruba, o Orixá Oyá, é uma divindade relacionada com o elemento ar, sendo a divindade que controla os ventos. É conhecida também como Iansã.
Na natureza, domina os quatro ventos. Representa a reencarnação dos antepassados, a falta de memória e o sentimento de pesar nas mulheres. É também o Orixá do rio Níger, também chamado Oya.
Iansã (Oyá) está diretamente relacionada com as tempestades, ventos fortes, furacões e raios. Simboliza o violento e impetuoso. Vive na porta dos cemitérios. Representa a intensidade do sentimento, o sombrio e o mundo dos mortos.
Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. A Deusa Oyá está relacionada com o culto dos mortos. Conta a lenda que recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los e conduzi-los. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de abano especial para enxotar moscas, feito de pelos de búfalo, chamado de Eruexim com o qual conduz os espíritos dos desencarnados. Oyá é uma deusa guerreira, por isso tem um temperamento que muitos consideram agressivo.
Iansã quer dizer “A mãe do céu rosado” ou “A mãe do entardecer”. Os Yorubas costumam saudá-la antes das tempestades pedindo clemência e que apazigue Xangô, o Orixá dos trovões, raios e tempestades.
É saudada com o seu grito (ilá) “Ehpá Hey” e tem o título de "Iya mesan lorun", referente à incumbência recebida como guia dos mortos.
As suas filhas são mulheres sensuais e ousadas, dizem o que pensam e sofrem as consequências sem baixar a cabeça. São mulheres que batalham, trabalham incansavelmente, são guerreirass e não desistem nunca.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hamsá ou Mão de Fátima

A palavra manifestação (do hebreu iad) significa poder. Deriva da palavra "mão", ou seja, aquilo que se pode alcançar. Símbolo da ação, a mão representa poder e domínio; a esquerda é associada ao feminino e à justiça, enquanto que a direita está relacionada com o masculino e o rigor.

A hamsá é popular entre os judeus, especialmente os sefarditas. Os judeus inscrevem textos em hebraico, como a Shemá Israel, nas chamsás e também as chamam de mão de Miriam. Miriam, no caso, foi a irmã de Moisés e Aarão. O símbolo também é associado ao Torá, que é composto por cinco livros.

Existem evidências arqueológicas do uso da hamsá como um escudo contra o mau-olhado já antes do Judaísmo e do Islão. Há indícios de que a hamsá seria um símbolo fenício, associado a Tanit, deusa-chefe de Cartago cuja mão ou vulva afastava o mal.

Posteriormente, o símbolo foi adotado pela cultura árabe. Também aparece no Budismo; é chamada de Abhaya Mudra e possui uma conotação semelhante, significando a dissipação do medo.

Crê-se que a Hamsá é dotada de propriedades mágicas, entre as quais, afastar o mau olhado e proteger contra todo o tipo de infortúnio. Podemos observar que, muitas pessoas usam a Mão de Fátima como adorno, pendurado no pescoço (especialmente as mulheres). Também é comum usá-la na porta de entrada da casa onde se mora. Talismã de boa sorte, podes usar onde quiseres, por exemplo: na carteira, no carro - para evitar acidentes e assaltos, ou num berço - para afastar a inveja.

Fátima (614-632) era a filha mais nova do profeta Maomé e de sua esposa Cadija. Nasceu em Meca e foi a única filha a lhe dar herdeiros, assegurando a descendência do profeta, fato importante para os muçulmanos; além disso, cuidou do pai até à sua morte.

A hamsá (árabe: خمسة, chamsa – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão) é um talismã com a aparência da palma da mão com cinco dedos estendidos, usado por praticantes do Judaísmo e do Islão como um amuleto contra o mau-olhado. Também é conhecida pelos nomes chamsá, mão de Deus, mão de Fátima, olho de Fátima, mão de Míriam ou mão de Hamesh.

Uma mão simétrica, cujo polegar e o mindinho são idênticos e apontam para os lados e para o horizonte e o dedo médio é o eixo de simetria. Há também hamsás com forma de pombas semelhantes a uma mão. Ela pode aparecer também como uma mão normal, com um polegar distinto do mindinho.

Frequentemente, possui o desenho de olhos, com pombos, peixes e estrelas de Davi para fortalecer o seu simbolismo. Em certas hamsás existem inscrições em hebraico, como a Shemá Israel, por exemplo.

A hamsá é usada como amuleto contra o mau-olhado. É muito popular no Médio Oriente, especialmente no Egito. A mão pode ser encontrada em diversas formas, desde joias até azulejos e porta-chaves.

Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, a hamsá é facilmente encontrada entre seguidores do Islão. Os muçulmanos associam-na aos cinco pilares do Islão e também a chamam de mão de Fátima, sendo Fátima a filha preferida de Maomé. A hamsá aparece, junto com outros símbolos islâmicos, como o emblema da Algéria.

Atualmente, defensores da paz no Médio Oriente têm usado a chamsá. O símbolo lembraria as raízes comuns do judaísmo e do islamismo. Neste caso, não seria mais um talismã contra o mau-olhado, mas um símbolo de esperança de paz na conturbada região.







sábado, 23 de janeiro de 2016

Quem é Iemanja?


Olodo Ya Iemanjá| Mãe Iemanjá. Mãe. Mãezona. Mãezinha. No ioruba “Yèyé omo ejá” quer dizer, “mãezinha dos peixes”. Porventura a mais cultuada de todas as Deusas Africanas é a divindade das águas salgadas. Dona dos mares e dos estuários. Mãe d'água, Rainha do Mar, no Brasil é conhecida popularmente como Dona Janaína.
Na mitologia ioruba é filha de Olokun, que são as águas profundas dos Oceanos. Soberana dos mares, está associada ao papel primordial na criação. É considerada Mãe de todos os Orixás e representa o papel na gênese da vida. Progenitora feminina, é ela que nos faz nascer, divindade que é maternidade universal, a Mãe do Mundo. Dona de “todas as cabeças”, somos todos de uma maneira ou de outra, “filhos de Iemanja”. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que ampara a cabeça dos bebés no momento do nascimento.
Iemanjá é a mãe dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. É ela que rege os nossos lares e as nossas casas. É ela quem protege as famílias e as pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ama e vive para a familia e para os seus filhos. É a Ela que devem recorrer aqueles que temem que as famílias se desfaçam. Como mãe de todos os Orixás, a ela também pertence a fecundidade.
Porque Iemanjá encarna a Maternidade e a Criação, os filhos de Iemanjá têm normalmente um porte muito maternal. Transmitem a todos uma sensação de confiança e de proteção. Os filhos e Iemanjá têm sempre os braços abertos para acolher todos aqueles que chegam. A porta de sua casa está sempre aberta para todos... O carinho com que tratam todos é proporcional à sua disponibilidade... E, talvez por isso, tenham uma certa tendência para “controlar” os outros... Encarnam o tipo “grande mãe” como aquela mulher carinhosa e um bocadinho autoritária, que junta à sua volta os seus filhos com os filhos dos outros que são tratados como filhos... Os homens filhos de Iemanjá carregam o mesmo temperamento: são protetores.
Geralmente, são calmos e tranquilos, exceto quando sentem que os seus filhos ou protegidos estão a ser ameaçados. São pessoas discretas e normalmente com bom gosto. O maior defeito dos filhos de Iemanjá é os ciúmes. São extremamente ciumentos com tudo o que é seu, principalmente dos seus “filhos”, amigos ou protegidos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação nas suas casas.
A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para atividades a longo prazo. Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Iemanjá não tolera mentira e a traição. Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a incondicionalmente.
Os filhos de Iemanjá têm a qualidade magnífica de ter uma capacidade inesgotável de perdoar as falhas humanas... Mas não perdoam quem maltrate uma criança.
No Candomblé nagô, celebramos o dia da Mãe Grande Iemanjá no dia 8 de dezembro.
A cor de Iemanjá é o Azul claro, Azul mar. O seu dia é o Sábado.

O Caminho do Unicórnio


Símbolo de pureza, esperança e amor. Enquanto animal de poder, traz consigo majestade, honestidade e liberdade. As quatro patas e o corpo de cavalo dão-lhe a estabilidade e o porte dos escolhidos pelos deuses. O único corno aponta ao céu como uma antena e essa carateristica de “comunicação transcendente” marca aqueles que são protegidos e percorrem o caminho do unicórnio. É um ser selvagem, animal indomável e, conta a lenda que, apenas uma virgem pode domesticar e montar o Unicórnio, deixando-o dócil e apaixonado.
O caminho do Unicórnio é um caminho de longas viagens mas de pausas e descanso em lugares secretos. O Unicórnio pode ser evocado para quem procura refúgio e retiro das agressões dos “predadores”. O Unicórnio leva-nos a escutar os silêncios solitários necessários à tomada de decisão. É um caminho de longevidade, pois a duração e permanência do Unicórnio na Terra é muito maior do que a dos mortais. Está ligado à sensibilidade artística, não enquanto criador, mas enquanto esteta e “consumidor” do belo. O Unicórnio é a integração divina com o grande espírito do céu e da terra. Abre o portal do arco-íris, para que todos possam, através das tintas e das cores, expressar o amor. Pode e deve ser evocado sempre que a dureza da realidade roubar a esperança e a capacidade de sonhar...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Caminho da Raposa

O Caminho da Raposa é o caminho da astucia e da sutileza. A sensibilidade é aguçada e a mente bastante intuitiva. A raposa pode ser evocada para sua harmonização com a natureza. Para reagir rapidamente a situações que apareçam e sobretudo sempre que for preciso agir com astucia e definir estratégias. Inteligência, astúcia e rapidez nos pensamentos e ações.
A Raposa tem o dom de se camuflar em qualquer estação. Os seguem o caminho da Raposa recebem dela a energia que pode torná-los invisível como o vento, sendo capaz de transportar-se de um lugar para o outro em qualquer situação. A raposa pode ser chamada sempre que precisarmos de nos manter silenciosos e passar despercebidos. A raposa sabe aprender simplesmente a observar os outros.
O Caminho da raposa ensina a livrares do tédio e da inércia, quando isto acontece, olha para dentro de ti e procura a Raposa que te devolverá a alegria de viver plenamente. Quando o teu sucesso, fica visível para os outros atrais o ciúme e a inveja... é altura para evocares a raposa e “desapareceres” da visão dos invejosos...
A Raposa é um animal de grande proteçao. Evoca-a sempre que te sentires acossada!

Quem é Oxum?

A mais coquete das Deusas do panteão Ioruba, Oxum é um Orixá feminino que rege e vive nas águas doces. Comanda o curso dos rios e cascatas. É o Orixá da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. O seu nome deriva do rio Osùn, que corre na Nigéria, na região Ijexá e Ijebu.

Através de Oxum, os que sofrem do mal de amar, procuram a solução dos problemas do coração, uma vez que ela é a responsável pelas uniões entre casais. Também na vida financeira, se pede ajuda a Oxum pois é ela a “Senhora do Ouro” e a “Senhora do Cobre”, que era o metal utilizado para fazer moedas.

Na mitologia ioruba, Oxum é  filha de Iemanjá e Oxalá. O Festival de Oxum é realizado anualmente na cidade de Osogbo, na Nigéria. O Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontra o Templo de Oxum, é patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura desde 2005.

Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas quedas de água e, mais raramente, nas fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, caraterística que se transfere aos seus filhos, identificados por chorarem com facilidade.
No Haiti, Oxum é o Orixá do amor, do dinheiro e da felicidade. Também conhecida como Erzile ou Erzulie, Erzulie ou Freda.
Na Santería cubana, é chamada Ochún. O sincretismo deste Orixá na ilha de Fidel é com “Nossa Senhora da Caridade do Cobre” a padroeira de Cuba.
 
Oxum, gosta de mel, flores, panos amarelos, joias e perfumes. Aceita presentes dados com amor e fé.
Os filhos e filhas de Oxum, são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões. Há também um certa tendência para a autocontemplação e vaidade. Adoram o luxo, a vida social e são, na generalidade, pessoas muito românticas. Geralmente, dão muita importância à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocar com o "socialmente aceite", preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. Apesar destas caraterísticas de consenso, os filhos e filhas de Oxum são sempre pessoas obstinadas na luta pelos seus objetivos. Na realidade os filhos de Oxum, não nunca esquecem o seu propósito atrás da sua imagem doce escondem uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, da vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos. Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de joias, perfumes, roupas vistosas e de tudo o que é bom e caro.
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás (mães-de-santo) da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.

Para a nação Nagô o dia de Oxum é a Quinta-feira e a sua saudação é: Ora Ié Ié!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quem é Xangô?


Imagina um elefante. Um elefante grande. Mas um tão grande que "os olhos são do tamanho de potes de boca larga" e o resto do corpo do animal segue a proporção do tamanho dos olhos. Esse elefante é Xangô.
Xangô é Rei e por ser Sábio é também Juiz, por isso o Poder que gera controla a política e a justiça. Xangô é o Orixá a que os fiéis recorrem para resolver problemas relacionados com documentos, questões em tribunal, estudos, eleições, trabalhos intelectuais, produções artísticas e tudo o que implique uma reflexão e tomada de decisões.
Não se pode falar de Xangô sem falar de poder. Xangô expressa a autoridade dos grandes governantes, mas também detém o poder mágico, já que domina o mais perigoso de todos os elementos da natureza: o Fogo. O poder mágico de Xangô reside no raio, no fogo que corta o céu, que destrói na Terra, mas que transforma, que protege e que ilumina o caminho. O fogo é a grande arma de Xangô, com a qual castiga aqueles que não honram o seu nome.
Xangô, é Orixá da justiça, do conhecimento, da inteligência, da política, dos raios, dos trovões e do fogo. O Poder é a síntese de Xangô. Rei absoluto. Forte e imbatível. O prazer de Xangô é o poder. Xangô manda nos poderosos, manda no seu reino e nos reinos vizinhos. Xangô é Rei entre todos os reis.
Há quem diga que Xangô, ao contrário de outros Orixás mais “pacientes”, exerce o poder de uma forma ditatorial e explosiva. Faz o que quer quando quer. Mas este “ditador” ama o seu povo. E Xangô ama os seus filhos!!! Em Xangô, a força do seu caráter e a sua honestidade são as marcas que sobressaem.
Em Xangô tudo remete para o Poder e para a sua condição de Rei. As suas roupas, a sua riqueza, a sua forma de gerir o poder. A cor vermelha, por exemplo, sempre esteve ligada à nobreza. Só os grandes reis pisavam sobre o tapete vermelho e Xangô pisa sobre o fogo, o vermelho original, o seu tapete.
Xangô, enquanto Orixá homem, é bonito e sobretudo charmoso. Sabe disso e é extremamente vaidoso. Sempre conquistou todas a mulheres que quis. Xangô, por ser um amante irresistível, e por isso foi disputado por três mulheres que são elas próprias três Deusas, três Orixás. Iansã foi sua primeira esposa e quem o acompanhava na guerra. É com Iansã que divide o domínio sobre o fogo.
Oxum foi à segunda esposa de Xangô e a mais amada. Apenas por Oxum, Xangô perdeu a cabeça, só por ela chorou. A terceira esposa de Xangô foi Oba, que amou e não foi amada. Oba abdicou de sua vida para viver por Xangô, foi capaz de mutilar o seu corpo por amor ao seu rei.
Xangô decide sobre a vida de todos, mas sobre a sua vida (e sua morte) só ele tem o direito de decidir. Ele é mais poderoso que a morte, razão pela qual passou a ser o seu anti símbolo.
Os filhos de Xangô são obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem.
São pessoas de corpo quase sempre muito forte, com massa muscular e uma quantidade razoável de gordura mas a sua boa constituição óssea suporta o seu físico avantajado. Com forte dose de energia e autoestima, os filhos de Xangô têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem a sua opinião é para encerrar definitivamente o assunto. A sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Gostam de viver acompanhados, quase nunca estão só, pois a solidão é um estigma dos filhos de Xangô.
 
São empresários, livreiros, advogados, administrativos, árbitros de futebol, sindicalistas, juízes, dirigentes associativos, são os presidentes das coletividades do bairro onde vivem, são bombeiros, bibliotecários, escritores ou fiéis de armazém. Por mais humilde que seja a sua profissão, destacam-se pela postura e competência de quem "sabe o que está a fazer". Não admitem críticas destrutivas vindas de quem não sabe e têm dificuldade em lidar com hierarquias que não sejam as que eles criaram, por isso têm tendência para trabalhar por conta própria ou pelo menos de uma forma "independente".
São incapazes de ser injustos. Contra tudo e contra todos, vão sempre fazer o que acham que é justo. Têm normalmente uma certa dose de egoísmo e tendência para serem austeros nos gastos... Gostam do poder e do saber, que são os grandes objetos da sua vaidade. São amantes vigorosos e têm tendência para manter ao longo da sua vida muitos relacionamentos. Um filho de Xangô está sempre cercado por velhos amigos, novos amigos, adjuntos, assessores e vizinhos, colegas, auxiliares, “amigas especiais” e conhecidos que se “juntaram à festa”. Fazem questão de viver entre muita gente e têm pavor de ficar sozinhos.
Xangô frequenta os Parlamentos, as Assembleias, os Palácios Presidenciais e Reais e as Salas de Trono. No entanto, vive no interior dos Vulcões, nos Rochedos Imponentes à beira-mar, no Alto das Montanhas, nas Fragas e nas Pedreiras.
As cores de Xangô são o vermelho e o branco.
O dia de Xangô é a Quarta-feira.
A Saudação de Xangô é: Kao Cabiecilé!