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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hamsá ou Mão de Fátima

A palavra manifestação (do hebreu iad) significa poder. Deriva da palavra "mão", ou seja, aquilo que se pode alcançar. Símbolo da ação, a mão representa poder e domínio; a esquerda é associada ao feminino e à justiça, enquanto que a direita está relacionada com o masculino e o rigor.

A hamsá é popular entre os judeus, especialmente os sefarditas. Os judeus inscrevem textos em hebraico, como a Shemá Israel, nas chamsás e também as chamam de mão de Miriam. Miriam, no caso, foi a irmã de Moisés e Aarão. O símbolo também é associado ao Torá, que é composto por cinco livros.

Existem evidências arqueológicas do uso da hamsá como um escudo contra o mau-olhado já antes do Judaísmo e do Islão. Há indícios de que a hamsá seria um símbolo fenício, associado a Tanit, deusa-chefe de Cartago cuja mão ou vulva afastava o mal.

Posteriormente, o símbolo foi adotado pela cultura árabe. Também aparece no Budismo; é chamada de Abhaya Mudra e possui uma conotação semelhante, significando a dissipação do medo.

Crê-se que a Hamsá é dotada de propriedades mágicas, entre as quais, afastar o mau olhado e proteger contra todo o tipo de infortúnio. Podemos observar que, muitas pessoas usam a Mão de Fátima como adorno, pendurado no pescoço (especialmente as mulheres). Também é comum usá-la na porta de entrada da casa onde se mora. Talismã de boa sorte, podes usar onde quiseres, por exemplo: na carteira, no carro - para evitar acidentes e assaltos, ou num berço - para afastar a inveja.

Fátima (614-632) era a filha mais nova do profeta Maomé e de sua esposa Cadija. Nasceu em Meca e foi a única filha a lhe dar herdeiros, assegurando a descendência do profeta, fato importante para os muçulmanos; além disso, cuidou do pai até à sua morte.

A hamsá (árabe: خمسة, chamsa – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão) é um talismã com a aparência da palma da mão com cinco dedos estendidos, usado por praticantes do Judaísmo e do Islão como um amuleto contra o mau-olhado. Também é conhecida pelos nomes chamsá, mão de Deus, mão de Fátima, olho de Fátima, mão de Míriam ou mão de Hamesh.

Uma mão simétrica, cujo polegar e o mindinho são idênticos e apontam para os lados e para o horizonte e o dedo médio é o eixo de simetria. Há também hamsás com forma de pombas semelhantes a uma mão. Ela pode aparecer também como uma mão normal, com um polegar distinto do mindinho.

Frequentemente, possui o desenho de olhos, com pombos, peixes e estrelas de Davi para fortalecer o seu simbolismo. Em certas hamsás existem inscrições em hebraico, como a Shemá Israel, por exemplo.

A hamsá é usada como amuleto contra o mau-olhado. É muito popular no Médio Oriente, especialmente no Egito. A mão pode ser encontrada em diversas formas, desde joias até azulejos e porta-chaves.

Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, a hamsá é facilmente encontrada entre seguidores do Islão. Os muçulmanos associam-na aos cinco pilares do Islão e também a chamam de mão de Fátima, sendo Fátima a filha preferida de Maomé. A hamsá aparece, junto com outros símbolos islâmicos, como o emblema da Algéria.

Atualmente, defensores da paz no Médio Oriente têm usado a chamsá. O símbolo lembraria as raízes comuns do judaísmo e do islamismo. Neste caso, não seria mais um talismã contra o mau-olhado, mas um símbolo de esperança de paz na conturbada região.







sábado, 16 de janeiro de 2016

A Estrela do Rei David

A estrela de David, ou Estrela de Seis Pontas é um símbolo muito conhecido, usado como talismã, amuleto atrativo de energias positivas recomendado contra qualquer tipo de adversidade, natural ou "sobrenatural". É confecionada como figura ou objeto e atualmente pode ser encontrada ornamentando ambientes, roupas, publicações e objetos como medalhas, pingentes e anéis. Nos livros de todos os bons mestres ocultistas do Ocidente existem comentários a este símbolo, também conhecido como Estrela de David e Sêlo de Salomão, denominações que indicam sua antiguidade. De fato, a estrela com seis pontas remonta às eras pré-cristãs, época veramente nebulosas, e não é uma exclusividade da cultura judaica; ao contrário, pertence ao acervo de signos mágicos de diferentes povos em diferentes épocas.

A estrela é um legado que os patriarcas de Israel receberam no contexto do sincretismo religioso resultante do encontro das culturas hindu-arianas (Índia) e semitas da Mesopotâmia (atual Iraque). Desde Abraão, a estrela atravessou séculos até chegar ao Rei Salomão, filho do Rei David. Os segredos da estrela foram revelados a Salomão como parte de sua iniciação nos Mistérios de Deus. Salomão, ícone representativo de sabedoria, foi, realmente, um Mago, ou seja, um conhecedor de forças metafísicas. A "lenda histórica" conta que Salomão obteve a revelação das Ciências Ocultas de fonte divina, Ciência esta que consiste na Cabala Judaica, "magia" das relações de poder entre números e palavras.

A Cabala trata do controlo da energia mental (ou pensamento) através de um sistema de rituais (ações repetidas) onde se destaca a utilização de símbolos acompanhados de invocações (falas, chamados, fórmulas verbais, versos, orações). A estrela de seis pontas é considerada o mais poderoso dos símbolos mágicos cabalísticos, usado como objeto de meditação sempre que se deseja uma conexão com Deus. Tal meditação pretende alcançar um estado de consciência, que não é sono nem vigília, caracterizado pela experiência de esquecimento ou abstração do Ego pessoal (a personalidade condicionada pelo mundo) e consequente sentimento de identificação com o Eu Real, o Eu superior que é Uno ou indissociável do Criador de Todas as Coisas. Esta unidade do homem com Deus é a razão pela qual todas as religiões do mundo afirmam que "Deus está dentro de cada um de nós".

A relação da Estrela de Davi com a Cabala e por conseguinte com a matemática reside em um fato evidente: a estrela é uma figura geométrica e, portanto, diretamente associada às relações entre grandezas matemáticas. Como figura geométrica, a estrela é composição de dois triângulos equiláteros (triângulo que tem os três lados iguais e portanto os três ângulos proporcionalmente iguais) e de iguais dimensões (com igual comprimento dos lados). Estas igualdades são um primeiro indicativo de equilíbrio da figura.

Matematicamente, à primeira vista, a estrela está associada ao número 6. Ocorre que este número é um número composto, ou seja, é decomponível, como uma substância química composta homogênea é decomponível em um laboratório. A divisão de um número aos seus componentes mínimos chama-se redução. A redução revela quais são os valores que se relacionam na produção de um resultado. O 6, reduzido, mostra uma relção entre 3 e 2.
Quem usa a estrela, como um objecto, um colar, um anel, ou coloca sua figura em um ambiente, está fazendo uma declaração de adesão aos significados que ela encerra. Voltando à "entidade metafísica Número 3", ainda de acordo com Pitágoras e numerosos outros mestres esotéricos, tal Número corresponde a uma "entidade" muitíssimo elevada em termos espirituais ou, de pureza energética: Aquele a quem todo mundo chama de Deus e que todas as religiões descrevem como sendo "o Um que é Três".
A teologia católico-cristã ocidental reconhece esta conceção à qual denomina de Santíssima Trindade explicando que EM Deus, que é UM, coexistem TRÊS aspetos que se manifestam no ato de Criação.
Helena Petrovna Blavatsky, disse, sobre a Estrela de David: "o seis é a representação das seis direções de todos os corpos, as seis direções que compõem a sua forma, a saber: as quatro direções que se estendem no sentido dos quatro pontos cardeais, norte, sul, leste e oeste, e as duas direções de altura e profundidade que correspondem ao Zênite e ao Nadir. (...) (BLAVATSKY - v. IV - p 161. São Paulo: Pensamento, 2003)
 
Um amuleto bem poderoso...
Uma declaração de amor ao Universo e a ti mesma.
Usa-a.