Na Mitologia Yoruba, o Orixá Oyá, é uma
divindade relacionada com o elemento ar, sendo a divindade que controla
os ventos. É conhecida também como Iansã.
Na natureza, domina os quatro ventos. Representa
a reencarnação dos antepassados, a falta de memória e o sentimento
de pesar nas mulheres. É também o Orixá do rio Níger, também
chamado Oya.
Iansã (Oyá) está diretamente relacionada com
as tempestades, ventos fortes, furacões e raios. Simboliza o
violento e impetuoso. Vive na porta dos cemitérios. Representa a
intensidade do sentimento, o sombrio e o mundo dos mortos.
Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como
o vento personificado que precede a tempestade. A Deusa Oyá está
relacionada com o culto dos mortos. Conta a lenda que recebeu de Xangô a
incumbência de guiá-los e conduzi-los. Para assumir tal cargo
recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de abano especial para
enxotar moscas, feito de pelos de búfalo, chamado de Eruexim com o
qual conduz os espíritos dos desencarnados. Oyá é uma deusa
guerreira, por isso tem um temperamento que muitos consideram
agressivo.
Iansã quer dizer “A mãe do céu rosado”
ou “A mãe do entardecer”. Os Yorubas costumam saudá-la antes das
tempestades pedindo clemência e que apazigue Xangô, o Orixá dos
trovões, raios e tempestades.
É saudada com o seu grito (ilá) “Ehpá Hey” e
tem o título de "Iya mesan lorun", referente à
incumbência recebida como guia dos mortos.
As suas filhas são mulheres sensuais e
ousadas, dizem o que pensam e sofrem as consequências sem baixar a
cabeça. São mulheres que batalham, trabalham incansavelmente, são
guerreirass e não desistem nunca.
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