
Imagina um elefante. Um elefante grande. Mas um tão grande que "os olhos são do tamanho de potes de boca larga" e o resto do corpo do animal segue a proporção do tamanho dos olhos. Esse elefante é Xangô.
Xangô é Rei e por ser Sábio é também Juiz, por isso o Poder que
gera controla a política e a justiça. Xangô é o Orixá a que os
fiéis recorrem para resolver problemas relacionados com documentos,
questões em tribunal, estudos, eleições, trabalhos intelectuais,
produções artísticas e tudo o que implique uma reflexão e tomada
de decisões.
Não se pode falar de Xangô sem falar de poder. Xangô expressa
a autoridade dos grandes governantes, mas também detém o poder
mágico, já que domina o mais perigoso de todos os elementos da
natureza: o Fogo. O poder mágico de Xangô reside no raio, no fogo
que corta o céu, que destrói na Terra, mas que transforma, que
protege e que ilumina o caminho. O fogo é a grande arma de Xangô,
com a qual castiga aqueles que não honram o seu nome.
Xangô, é Orixá da justiça, do conhecimento, da inteligência,
da política, dos raios, dos trovões e do fogo. O Poder é a síntese
de Xangô. Rei absoluto. Forte e imbatível. O prazer de Xangô é o
poder. Xangô manda nos poderosos, manda no seu reino e nos reinos
vizinhos. Xangô é Rei entre todos os reis.
Há quem diga que Xangô, ao contrário de outros Orixás mais
“pacientes”, exerce o poder de uma forma ditatorial e explosiva.
Faz o que quer quando quer. Mas este “ditador” ama o seu povo. E
Xangô ama os seus filhos!!! Em Xangô, a força do seu caráter e a
sua honestidade são as marcas que sobressaem.
Em Xangô tudo remete para o Poder e para a sua condição de Rei.
As suas roupas, a sua riqueza, a sua forma de gerir o poder. A cor
vermelha, por exemplo, sempre esteve ligada à nobreza. Só os
grandes reis pisavam sobre o tapete vermelho e Xangô pisa sobre o
fogo, o vermelho original, o seu tapete.
Xangô, enquanto Orixá homem, é bonito e sobretudo charmoso. Sabe
disso e é extremamente vaidoso. Sempre conquistou todas a mulheres
que quis. Xangô, por ser um amante irresistível, e por isso foi
disputado por três mulheres que são elas próprias três Deusas,
três Orixás. Iansã foi sua primeira esposa e quem o acompanhava na
guerra. É com Iansã que divide o domínio sobre o fogo.
Oxum foi à segunda esposa de Xangô e a mais amada. Apenas por Oxum, Xangô perdeu a cabeça, só por ela chorou. A terceira esposa de Xangô foi Oba, que amou e não foi amada. Oba abdicou de sua vida para viver por Xangô, foi capaz de mutilar o seu corpo por amor ao seu rei.
Oxum foi à segunda esposa de Xangô e a mais amada. Apenas por Oxum, Xangô perdeu a cabeça, só por ela chorou. A terceira esposa de Xangô foi Oba, que amou e não foi amada. Oba abdicou de sua vida para viver por Xangô, foi capaz de mutilar o seu corpo por amor ao seu rei.
Xangô decide sobre a vida de todos, mas sobre a sua vida (e sua
morte) só ele tem o direito de decidir. Ele é mais poderoso que a
morte, razão pela qual passou a ser o seu anti símbolo.
Os filhos de Xangô são obstinados, agem com estratégia e
conseguem o que querem.
São pessoas de corpo quase sempre muito forte, com massa muscular
e uma quantidade razoável de gordura mas a sua boa constituição
óssea suporta o seu físico avantajado. Com forte dose de energia e
autoestima, os filhos de Xangô têm consciência de que são
importantes e respeitáveis, portanto quando emitem a sua opinião é
para encerrar definitivamente o assunto. A sua postura é sempre
nobre, com a dignidade de um rei. Gostam de viver acompanhados, quase
nunca estão só, pois a solidão é um estigma dos filhos de Xangô.
São empresários, livreiros, advogados, administrativos, árbitros de futebol, sindicalistas, juízes, dirigentes associativos, são os presidentes das coletividades do bairro onde vivem, são bombeiros, bibliotecários, escritores ou fiéis de armazém. Por mais humilde que seja a sua profissão, destacam-se pela postura e competência de quem "sabe o que está a fazer". Não admitem críticas destrutivas vindas de quem não sabe e têm dificuldade em lidar com hierarquias que não sejam as que eles criaram, por isso têm tendência para trabalhar por conta própria ou pelo menos de uma forma "independente".
São incapazes de ser injustos. Contra tudo e contra todos, vão
sempre fazer o que acham que é justo. Têm normalmente uma certa
dose de egoísmo e tendência para serem austeros nos gastos... Gostam
do poder e do saber, que são os grandes objetos da sua vaidade.
São amantes vigorosos e têm tendência para manter ao longo da sua
vida muitos relacionamentos. Um filho de Xangô está sempre cercado
por velhos amigos, novos amigos, adjuntos, assessores e vizinhos,
colegas, auxiliares, “amigas especiais” e conhecidos que se
“juntaram à festa”. Fazem questão de viver entre muita gente e
têm pavor de ficar sozinhos.
Xangô frequenta os Parlamentos, as Assembleias, os Palácios
Presidenciais e Reais e as Salas de Trono. No entanto, vive no interior dos
Vulcões, nos Rochedos Imponentes à beira-mar, no Alto das
Montanhas, nas Fragas e nas Pedreiras.
As cores de Xangô são o vermelho e o branco.
O dia de Xangô é a Quarta-feira.
A Saudação de Xangô é: Kao Cabiecilé!
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